Mário: Do alemão "homem por excelência".
...quem sou eu para discutir com a net? o_O??
quarta-feira, maio 31, 2006
terça-feira, maio 30, 2006
vou abusar do blogthings
ohhh yeaahhhh o/
e para terminar...
toma.... o/
sou memo fixe...
...ta visto k hoje tenho de jogar no euromilhões :p
i like it, i like it...
e agora vem mais um monte deles interessantes...
lol??
am I evil???
ops...
| You Will Die at Age 76 |
You're pretty average when it comes to how you live... And how you'll die as well. |
| You Are Lightning |
Beautiful yet dangerous People will stop and watch you when you appear Even though you're capable of random violence You are best known for: your power Your dominant state: performing |
ohhh yeaahhhh o/
| Your Inner Child Is Naughty |
Like a child, you tend to discount social rules. It's just too much fun to break the rules! You love trouble - and it seems that trouble loves you. And no matter what, you refuse to grow up! |
e para terminar...
| You Are Cyclops |
Dedicated and responsible, you will always remain loyal to your cause. You are a commanding leader - after all, you can kill someone just by looking at them. Power: force beams from your eyes |
toma.... o/
| You Are Kermit |
Hi, ho! Lovable and friendly, you get along well with everyone you know. You're a big thinker, and sometimes you over think life's problems. Don't worry - everyone know's it's not easy being green. Just remember, time's fun when you're having flies! |
sou memo fixe...
| Your Porn Star Name Is... |
...ta visto k hoje tenho de jogar no euromilhões :p
| Your Observation Skills Get A B- |
Your senses are pretty sharp (okay, most of the time) And it takes something big to distract you! |
i like it, i like it...
| The Movie Of Your Life Is A Cult Classic |
Quirky, offbeat, and even a little campy - your life appeals to a select few. But if someone's obsessed with you, look out! Your fans are downright freaky. Your best movie matches: Office Space, Showgirls, The Big Lebowski |
e agora vem mais um monte deles interessantes...
| You Are 92% Open Minded |
You are so open minded that your brain may have fallen out! Well, not really. But you may be confused on where you stand. You don't have a judgemental bone in your body, and you're very accepting. You enjoy the best of every life philosophy, even if you sometimes contradict yourself. |
| Your IQ Is 120 |
Your Logical Intelligence is Below Average Your Verbal Intelligence is Exceptional Your Mathematical Intelligence is Exceptional Your General Knowledge is Exceptional |
lol??
| On Average, You Would Sell Out For |
am I evil???
| You Are Somewhat Machiavellian |
You're not going to mow over everyone to get ahead... But you're also powerful enough to make things happen for yourself. You understand how the world works, even when it's an ugly place. You just don't get ugly yourself - unless you have to! |
ops...
| You Were a Crow |
Eternally wise, you have a deep understand of ethics. You guide people from the darkness to the light. |
| You Are Super Spicy |
You're a little bit crazy, a little bit naughty, and a whole lot of sexy. You go beyond hot - you set people's senses on fire! |
Sentado na mesa, saboreava o calor da rua e da amizade dos presentes. Sem conexão com a realidade debitava barbaridades controladas, pois o teor alcoolico não era suficiente para permitir o descontrole, apenas uma limitação cognitiva parcial.
Não sei se eram muitos ou poucos, não consigo contabilizar uma quantidade de forma relativa, mas senti-os genuínos, próximos de mim, com um lugar cativo no meu coração. Ao som de uma viola, cantamos e encantamo-nos. Para sempre não será assim, mas aquela noite foi eterna.
Não sei se eram muitos ou poucos, não consigo contabilizar uma quantidade de forma relativa, mas senti-os genuínos, próximos de mim, com um lugar cativo no meu coração. Ao som de uma viola, cantamos e encantamo-nos. Para sempre não será assim, mas aquela noite foi eterna.
sexta-feira, maio 26, 2006
porque há pessoas que me empurram para estes quiz banais...
dedicado a elas
anything that's worth doing, it's worth doing right...
dedicado a elas
| Your Dating Purity Score: 71% |
You are an under-experienced dater. This doesn't mean you're unexperienced - far from it. It just means that there's a lot of romance left to discover! |
| You Are Big Bird |
Talented, smart, and friendly... you're also one of the sanest people around. You are usually feeling: Happy. From riding a unicycle to writing poetry, you have plenty of hobbies to keep you busy. You are famous for: Being a friend to everyone. Even the grumpiest person gets along with you. How you life your life: Joyfully. "Super. Duper. Flooper." |
| You Are Heineken |
You appreciate a good beer, but you're not a snob about it. You like your beer mild and easy to drink, so you can concentrate on being drunk. Overall, you're a friendly drunk who's likely to buy a whole round for your friends... many times. Sometimes you can be a bit boring when you drink. You may be prone to go on about topics no one cares about. |
| You're An Alcoholic |
Time to go back to step one. |
| Your Japanese Name Is... |
anything that's worth doing, it's worth doing right...
quinta-feira, maio 25, 2006
quarta-feira, maio 24, 2006
O dia começa, e tento sair da cama. O calor que me arde no peito é prenuncio de um dia cheio de patifarias e maldades. Não o consigo evitar, impossivel me controlar. Quanto mais mal faço, mais gostam de mim. Quanto mais longe vou, mais me pedem para avançar. Se alcanço o extremo exigem que suprima o limite e concorra a ser o primeiro a alcançar a outra margem.
Com as chamas ardendo dentro de mim tento suprimi-las no duche matinal. Vejo as torrentes de água escorrem pelo corpo e lembro-me sempre de quando não as conseguia ver. Com a água que corre peço que sejam arrastados todos os maus desejos e os maus instintos. Passo a toalha no corpo, com vigor tentando arrancar pele e pecados, tornar-me mais puro, mais bom, melhor.
Saio para a rua perdido numa cidade doce e cruel. Assim sou eu, inspirando e expirando do mesmo ar pesado e poluido.
Com as chamas ardendo dentro de mim tento suprimi-las no duche matinal. Vejo as torrentes de água escorrem pelo corpo e lembro-me sempre de quando não as conseguia ver. Com a água que corre peço que sejam arrastados todos os maus desejos e os maus instintos. Passo a toalha no corpo, com vigor tentando arrancar pele e pecados, tornar-me mais puro, mais bom, melhor.
Saio para a rua perdido numa cidade doce e cruel. Assim sou eu, inspirando e expirando do mesmo ar pesado e poluido.
terça-feira, maio 16, 2006
Abraçando a cadeira da loucura eu tomo o meu lugar. No leme sei que me irei perder, mas confio que mesmo quando enfrentar a noite sem estrelas, quando enfrentar a tempestade e o frio não tremerei.
Procuro os fios da realidade, tateio-os e perscruto o vazio procurando descobrir onde se encontra o seu inicio e onde se encontra a sua terminação. Não me importo, pois consigo mesmo no escuro consigo tecê-los, dobré-los, manipula-los, enrola-los no meu corpo, fazer com eles a minha coberta.
Procuro os fios da realidade, tateio-os e perscruto o vazio procurando descobrir onde se encontra o seu inicio e onde se encontra a sua terminação. Não me importo, pois consigo mesmo no escuro consigo tecê-los, dobré-los, manipula-los, enrola-los no meu corpo, fazer com eles a minha coberta.
segunda-feira, maio 15, 2006
quinta-feira, maio 11, 2006
quarta-feira, maio 10, 2006
terça-feira, maio 09, 2006
Como se reconhece uma dia mau?
A característica e defenição mais importante de um dia mau por é que é bastante longo. Por principio começa bem de manhã, com o despertador a despertar bem antes do costume, e com alguma emergência telefónica a antecipar-se ao despertador. É um dia que, embora longo, não dá tempo para saborear as funções vitais: comer, beber, urinar, defecar, tudo isso é restrito e reduzido, de forma a permitir apenas ao individuo continuar a penar por o mais tempo possivel.
Depois da fase do acordar, o que se pode esperar de um dia mau é que piore, e e com grande probabilidades de piorar violentamente. É um dia em que vamos encontrar várias vezes aquela pessoa indesejada, que esperavamos já ter esquecido o nosso nome (sim, porque, pela nossa parte, já fizemos todos os esforços possiveis para olvidar o seu, possivelmente com algum sucesso), e que nos inunda com os seus assuntos banais e desinteressantes, preferencialmente no momento mais desadequado possivel
O pior de um dia mau é a sua duração: comprido comprido, excedento muitas vezes as 48 horas. Parece que não acaba, e o pior são os momentos de suposto descanso, transformados em maratonas de reuniões e trabalhos.
A característica e defenição mais importante de um dia mau por é que é bastante longo. Por principio começa bem de manhã, com o despertador a despertar bem antes do costume, e com alguma emergência telefónica a antecipar-se ao despertador. É um dia que, embora longo, não dá tempo para saborear as funções vitais: comer, beber, urinar, defecar, tudo isso é restrito e reduzido, de forma a permitir apenas ao individuo continuar a penar por o mais tempo possivel.
Depois da fase do acordar, o que se pode esperar de um dia mau é que piore, e e com grande probabilidades de piorar violentamente. É um dia em que vamos encontrar várias vezes aquela pessoa indesejada, que esperavamos já ter esquecido o nosso nome (sim, porque, pela nossa parte, já fizemos todos os esforços possiveis para olvidar o seu, possivelmente com algum sucesso), e que nos inunda com os seus assuntos banais e desinteressantes, preferencialmente no momento mais desadequado possivel
O pior de um dia mau é a sua duração: comprido comprido, excedento muitas vezes as 48 horas. Parece que não acaba, e o pior são os momentos de suposto descanso, transformados em maratonas de reuniões e trabalhos.
sábado, maio 06, 2006
quarta-feira, maio 03, 2006
| Advanced Global Personality Test Results
|
personality tests by similarminds.com
terça-feira, abril 25, 2006
segunda-feira, abril 24, 2006
Suave e lentamente, sem perturbar o delírio os corpos amantes que se dedicavam mutua e exclusivamente, o banco elevou-se nos ares ganhando altitude. Quando estancou encontrava-se frente aos dois Arco-iris, e começou a avançar na sua direcção. Os seus passageiros encontravam-se agora na plenitude da adolescência, e avidamente procuravam descobrir novas formas de beijar. "Tão bom ter-te aqui, comigo", exclamava Carolina, enquanto intercalava cada palavra com um ósculo ardente. Quando interromperam novamente a troca de carinhos voltaram a reparar nos Arco-Iris, no banco que os tinha suspensos na atmosfera, no mundo vazio de tudo debaixo deles. Tudo estava tão diferente e simples, mas por muito bizarra que fosse aquela situação encaravam-na com a normalidade de quem sempre nela viveu.
De repente o banco começou a girar, e o mundo começou a girar em sentido oposto. Os Arco-iris esticaram-se, esticando as suas pontas até estas se encontrarem, transformando-se em duas faixas contínuas, duas auto-estradas paralelas de sete cores, sem principio, sem fim, concêntricas àquele banco. Somente aqueles dois corpos se mantinham inalteráveis, alheios ao reboliço que os rodeava, ignorando a anarquia que os envolvia. Com uma cadência cada vez maior tudo rodava. Mundo, banco, sete cores, chão, mais sete cores, as nuvens, o sol, o céu. Aqueles dois corações continuavam a bater, fortes, dando forças aos corpos que começavam começavam a dançar cadenciados ao mesmo ritmo. "O tempo corre cada vez mais rapido, e dentro em pouco seremos só um." uma voz que era uma mistura das duas vozes. "Sim, mas sinto que já o somos..." respondeu a mesma voz. Alheios ao frenesim de movimentos que os rodeavam, os dois amantes ultimavam os preparativos para grande momento que sentiam se aproximar. O tempo corria, o mundo corria, o banco voava livre, os Arco-irís dançavam em espiral, mas naquelas duas almas apenas uma alma existia, e essa alma era o unico plano de existência de tão grande amor. As mão começavam a ter rugas, as tremuras apareceram, primeiro a ela, depois a ele. "Gosto de Ti" disse a voz unica. E o carinho de um beijo sem luxuria ou sensualidade, carregando anos de dedicada felicidade floriu num dos rostos, enquanto o outro se abriu num sorriso.
O banco hesitava em avançar rumo ao infinto, esperando pelo momento certo, o momento exacto em que aqueles dois corpos finalmente se encontrassem prontos para se entregar um ao outro incondicionalmente. Quando esse momento chegou novamente o assento onde se encontravam voltou a ganhar momento, e dirigiu-se para a escapatória daquela realidade abstracta. Atravessou os Arco-Irís, penetrou na montanha nublosa e saiu encarando uma noite estrelada. Uma faixa de luzes, umas mais brilhantes, outras mais difusas os receberam. Como a poeira dos caminhantes também eles se transformaram em parte do firmamento, mais uma constelação a guiar os viajantes pelo caminho de Santiago.
De repente o banco começou a girar, e o mundo começou a girar em sentido oposto. Os Arco-iris esticaram-se, esticando as suas pontas até estas se encontrarem, transformando-se em duas faixas contínuas, duas auto-estradas paralelas de sete cores, sem principio, sem fim, concêntricas àquele banco. Somente aqueles dois corpos se mantinham inalteráveis, alheios ao reboliço que os rodeava, ignorando a anarquia que os envolvia. Com uma cadência cada vez maior tudo rodava. Mundo, banco, sete cores, chão, mais sete cores, as nuvens, o sol, o céu. Aqueles dois corações continuavam a bater, fortes, dando forças aos corpos que começavam começavam a dançar cadenciados ao mesmo ritmo. "O tempo corre cada vez mais rapido, e dentro em pouco seremos só um." uma voz que era uma mistura das duas vozes. "Sim, mas sinto que já o somos..." respondeu a mesma voz. Alheios ao frenesim de movimentos que os rodeavam, os dois amantes ultimavam os preparativos para grande momento que sentiam se aproximar. O tempo corria, o mundo corria, o banco voava livre, os Arco-irís dançavam em espiral, mas naquelas duas almas apenas uma alma existia, e essa alma era o unico plano de existência de tão grande amor. As mão começavam a ter rugas, as tremuras apareceram, primeiro a ela, depois a ele. "Gosto de Ti" disse a voz unica. E o carinho de um beijo sem luxuria ou sensualidade, carregando anos de dedicada felicidade floriu num dos rostos, enquanto o outro se abriu num sorriso.
O banco hesitava em avançar rumo ao infinto, esperando pelo momento certo, o momento exacto em que aqueles dois corpos finalmente se encontrassem prontos para se entregar um ao outro incondicionalmente. Quando esse momento chegou novamente o assento onde se encontravam voltou a ganhar momento, e dirigiu-se para a escapatória daquela realidade abstracta. Atravessou os Arco-Irís, penetrou na montanha nublosa e saiu encarando uma noite estrelada. Uma faixa de luzes, umas mais brilhantes, outras mais difusas os receberam. Como a poeira dos caminhantes também eles se transformaram em parte do firmamento, mais uma constelação a guiar os viajantes pelo caminho de Santiago.
sábado, abril 22, 2006
O rapaz ficara mudo e atónico. "Oh lindo, não tenhas medo, porque contigo perdi o meu medo." Carolina abraçou-o, e o seu calor, a doçura do seu corpo reconfortou-o. Estava-se sem palavras, agora eram desnecessárias. Os pensamentos complexos, confusos fluiam e desapareciam numa cadência psicadélica. Carolinha voltou a apontar para o horizonte. "Está a aparecer! Está a aparecer! Está a acontecer! Ai, valeu bem a pena esperar por ti!" E, acto continuo, lançou-se num abraço, apertando Marcio contra si. Ele correspondeu, encostando a testa ao pescoço de Carolina. Depois cedeu, e quebrou um primeiro beijo na face da rapariga. Cerrou os olhos, e deixou os lábios expressarem todo o seu carinho, até que, na sofreguidão dos beijos, as bocas se encontraram e se entrelaçaram. Nos céus, contrastando com a abóboda cinzenta e nublada, as sete cores que riscavam o céu desdobravam-se em outras sete faixas criando um novo arco-iris, um irmão gémeo ostentando as mesma sete cores, mas que era imagem espelhada do original. A esperança de Carolina em encontrar o amor tinha-se confirmado, e agora ela satisfazia o seu desejo de paixão nos lábios de quem durante tanto tempo tinha esperado.
Passou uma hora, duas horas, três horas, um mês, um ano, uma vida inteira, uma eternidade. Juntos e abraçados, os dois sentiam-se um. O tempo retrocedeu, e os corpos jovens rejuvensceram mais, até onde a inocência reinava. Duas crianças agora sentadas naquele banco, ela com oito anos, ele com seis. Os beijos tinham parado, dando lugar à simplicidade de duas mão dadas. "Gosto de ti!", confessou a rapariga, sorrindo. "Também gosto de ti. Muito!" respondeu ele, sorvendo o ar, enchendo o seu peito com o ar quente daquela alegria que o rodeava. Olhou em seu redor, e notou que o banco se tinha elevado no ar, transportando-os na direcção dos Arco-iris.
Passou uma hora, duas horas, três horas, um mês, um ano, uma vida inteira, uma eternidade. Juntos e abraçados, os dois sentiam-se um. O tempo retrocedeu, e os corpos jovens rejuvensceram mais, até onde a inocência reinava. Duas crianças agora sentadas naquele banco, ela com oito anos, ele com seis. Os beijos tinham parado, dando lugar à simplicidade de duas mão dadas. "Gosto de ti!", confessou a rapariga, sorrindo. "Também gosto de ti. Muito!" respondeu ele, sorvendo o ar, enchendo o seu peito com o ar quente daquela alegria que o rodeava. Olhou em seu redor, e notou que o banco se tinha elevado no ar, transportando-os na direcção dos Arco-iris.
quinta-feira, abril 20, 2006
Quando finalmente chegou, sentiu que tinha chegado atrasado. Não que tivessem combinado uma hora exacta para o encontro, mas ao vê-la sozinha sentada naquele banco de jardim singular teve a sensação que deveria ter chegado bastante mais cedo. Aproximou-se e observou-a. Ela manteve-se absorta, com os olhos fixos no horizonte, os braços esticados segurando o banco, as pernas suspensas no eter que se prolongava do banco até ao chão balançando alternadamente. "Carolina!" sussurou, para de novo se resguardar no silêncio, indeciso sobre o que seria adequado, ou não, dizer.
"Senta-te.", respondeu-lhe ela, "Espero-te aqui todas as tardes, sempre neste banco, sempre à mesma hora, sempre aguardando a tua companhia, sempre com os olhos no arco-celeste, sempre esperando que ele se desdobre em dois, mesmo sabendo que somente contigo ao meu lado tal será possivel." Olhou para Márcio, que se mantinha estático e hirto, transformado em mais uma estátua naquele jardim. "Senta-te aqui, ao meu lado, pois isto de observar o arco-iris tem os seus preceitos. Além disso, daqui a pouco o arco-iris terá que ir embora, rumar até outro banco, iluminar outro jardim, e encantar outra assistência. Há muita gente que o espera ansiosamente, por isso a sua permanência em cada jardim é breve, e daqui a nada já não o conseguiremos ver." Márcio coçou a nuca, apreensivo. Sentia uma angústia genuína no apelo de Carolina, mas por muito que esticasse o olhar não vislumbrava arco-iris algum, e por isso estranhava que o desaparecimento de algo que não se vê causasse tamanha preocupação. "Senta-te, por favor, Márcio. Não sei se ele fica muito mais tempo, por isso senta-te rápido, antes que ele resolva ir embora." Ele questionava-se: "Que raios! Terá a rapariga finalmente enlouquecido, ou estará ela a gozar comigo?" O sol estava forte, e no céu azul e limpido nenhuma nuvem para existia para bloquear o brilho do rei celeste, e muito menos para difractar a sua luz pela abóboda celeste. "Ohh, despacha-te, despacha-te!" gritou ela, quando voltou a encarar o infinito, "Senta-te depressa... Aiii... Bastou ter desviar o olhar, e por pouco ele não desaparecia..." Agora sim, Márcio estava assustado. O semblante de Carolina carregava-se de aflicção, e a sua mão chamava-o incessante. O rapaz decidiu não perder tempo, e caso a sua amiga estivesse louca, também ele iria beber à fonte da loucura.
Sentado no banco, também ele balançava as pernas alternadamente, ligeiramente desfazado do ritmo de Carolina. Olhou para ela, e verificou que a expressão de tormento tinha dado lugar a um sorriso de verdadeira felicidade. "Olha, olha, ele está a voltar."–dizia ela, apontando para o céu– "Ai, tão bonito que ele está hoje! Olha, vê, Márcio, vê!". Ele queria ficar a observar a doçura da face de Carolina, mas, sendo incapaz de contrariar qualquer pedido daquela mulher encantadora, acedeu. Para seu espanto, a paisagem de carros e autocarros, prédios e estradas e todos os que se passeavam no jardim haviam desaparecido. Somente ele, o banco e Carolina se mantinham constantes naquela paisagem. À sua frente, soberbo, enorme e magnífico, o Arco-Irís exibia-se numa enorme tela de nuvens cinzentas.
"Senta-te.", respondeu-lhe ela, "Espero-te aqui todas as tardes, sempre neste banco, sempre à mesma hora, sempre aguardando a tua companhia, sempre com os olhos no arco-celeste, sempre esperando que ele se desdobre em dois, mesmo sabendo que somente contigo ao meu lado tal será possivel." Olhou para Márcio, que se mantinha estático e hirto, transformado em mais uma estátua naquele jardim. "Senta-te aqui, ao meu lado, pois isto de observar o arco-iris tem os seus preceitos. Além disso, daqui a pouco o arco-iris terá que ir embora, rumar até outro banco, iluminar outro jardim, e encantar outra assistência. Há muita gente que o espera ansiosamente, por isso a sua permanência em cada jardim é breve, e daqui a nada já não o conseguiremos ver." Márcio coçou a nuca, apreensivo. Sentia uma angústia genuína no apelo de Carolina, mas por muito que esticasse o olhar não vislumbrava arco-iris algum, e por isso estranhava que o desaparecimento de algo que não se vê causasse tamanha preocupação. "Senta-te, por favor, Márcio. Não sei se ele fica muito mais tempo, por isso senta-te rápido, antes que ele resolva ir embora." Ele questionava-se: "Que raios! Terá a rapariga finalmente enlouquecido, ou estará ela a gozar comigo?" O sol estava forte, e no céu azul e limpido nenhuma nuvem para existia para bloquear o brilho do rei celeste, e muito menos para difractar a sua luz pela abóboda celeste. "Ohh, despacha-te, despacha-te!" gritou ela, quando voltou a encarar o infinito, "Senta-te depressa... Aiii... Bastou ter desviar o olhar, e por pouco ele não desaparecia..." Agora sim, Márcio estava assustado. O semblante de Carolina carregava-se de aflicção, e a sua mão chamava-o incessante. O rapaz decidiu não perder tempo, e caso a sua amiga estivesse louca, também ele iria beber à fonte da loucura.
Sentado no banco, também ele balançava as pernas alternadamente, ligeiramente desfazado do ritmo de Carolina. Olhou para ela, e verificou que a expressão de tormento tinha dado lugar a um sorriso de verdadeira felicidade. "Olha, olha, ele está a voltar."–dizia ela, apontando para o céu– "Ai, tão bonito que ele está hoje! Olha, vê, Márcio, vê!". Ele queria ficar a observar a doçura da face de Carolina, mas, sendo incapaz de contrariar qualquer pedido daquela mulher encantadora, acedeu. Para seu espanto, a paisagem de carros e autocarros, prédios e estradas e todos os que se passeavam no jardim haviam desaparecido. Somente ele, o banco e Carolina se mantinham constantes naquela paisagem. À sua frente, soberbo, enorme e magnífico, o Arco-Irís exibia-se numa enorme tela de nuvens cinzentas.
terça-feira, abril 18, 2006
Mais uma vitima, desta vez com um nome: Dinoman. Uma estrela em ascenção cruzou a imaginação das (e dos) jovens tenagers, para se volatilizar do palco numa estrada portuguesa. Milhares de vidas se perdem todos os dias, milhares mais nem têm oportunidade de viver, revolvendo este mundo no limiar da sobrevivência.
A ti, Dinomen, levanto o copo. Viveste bem, curtiste bem, saboreaste o que muitos nem sonham existir. A ti, granda maluco, a vida sorriu. Sem ironia ou cinismo, boa viagem, nessa nova viagem.
A quem fica, lembrem-se dos que vos estão próximos, pois poderiam ter sido eles a partir sem avisar.
A ti, Dinomen, levanto o copo. Viveste bem, curtiste bem, saboreaste o que muitos nem sonham existir. A ti, granda maluco, a vida sorriu. Sem ironia ou cinismo, boa viagem, nessa nova viagem.
A quem fica, lembrem-se dos que vos estão próximos, pois poderiam ter sido eles a partir sem avisar.
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