Quando se tem nove anos existe alguma pureza e sinceridade, bastante divertidas para os mais velhos.
A visão da realidade segundo um céptico
You scored as Angel of Hope. You were and Angel of Hope! Before you were sent down to Earth to be tested and live like a human, you were what gave hope to people and made them feel secure. When humans felt hopeless and as though their world was going to crash on them, you cheered them up and filled them with hope. They felt your presence even though they could not see you
What kind of an Angel were you before your life on Earth? (kool anime pics) created with QuizFarm.com |


O corpo redacional era composto maioritariamente por alunos provenientes de uma turma de química da Escola Secundária de Santo André, ESSA (posteriormente rebaptizada de Escola Secundária Padre António Macedo, ESPAM), com os quais eu tinha algumas afinidades, uma vez que estava na mesma área escolar. O jornal foi desenvolvido sempre sem auxilios ou orientações directas de professores, o que lhe conferia um caractér de insenção. O nome da publicação foi inspirado nas iniciais da então infame e recentemente extinta Prova Geral de Acesso (PGA), resultando o titúlo mordaz de Pouca Gente Lê (PGL).O preço da capa (50$=0,25€) correspondia ao custo de impressão de cada exemplar na repografia, e por isso o lucro que obtia da venda dos jornais era nulo. O projecto era interessante e ambicioso, tendo em conta as condicionantes socio-económicas e culturais que circunstanceavam os alunos da escola, mas a equipe do jornal demonstrou dinâmismo e preserverança ao não deixar morrer a iniciativa logo após a distribuição do primeiro exemplar.
Pessoalmente fui incentivado pela possibilidade de experimentar "escrever" para o jornal da escola ingressei nas fileiras dos reporteres como cronista (afinal, não tinha nada concreto para escrever, apenas uma vontade férrea e decidida de expressar as minhas opiniões, fossem elas quais fossem!), alargando depois a minha área de colaboração ao editorial de abertura (devido tanto à minha capacidade rebuscada de escrever sobre tudo e sobre nada, como à necessidade premente de se escrever um em cada jornal).
Ironicamente esta edição, além da crónica e do editorial, tem dois extras: a primeira é a entrevista que já nem recordava (julgo até que fui escolhido pela conveniência de que, sendo um dos colaboradores activos do Jornal, estaria facilmente disponível para responder às perguntas colocadas); a segunda é a secção
Julgo que ao todo foram feitas cinco edições do jornal, iniciando-se no final do ano lectivo de 93/94 com o número zero, e prolongando-se por mais quatro edições durante 93/94. No entanto, com tanta papelada, com tanta mudança de casa em Lisboa, e na minha casa no Alentejo desconheço onde tenho guardados os outros exemplares.