sexta-feira, agosto 18, 2006

Saboreando o etereo, sublime, encho os pulmões
sabor perfumando de pinheiros e eucaliptos,
em verde campo de jogos, onde escondidos,
sem idade, velhos e novos, apanham pinhões.

Sem pressa ou alarde, sabemo-nos todos iguais
brincando felizes. Lenço, alegria e promessa,
serenidade para degustar o mundo sem pressa,
correndo livres por moitas, tojos e trigo
gritando Alerta!, vivendo a palavra "Amigo",
no escuro da noite, à luz dos ideiais.

Mesmo que ninguém ganhe, nem um se perde,
pois não existe crispação que deserde
os herdeiros destes laços fraternais.
ode

Poema lírico de forma complexa e variável. Surgiu na Grécia Antiga, onde era cantado com acompanhamento musical. A ode caracteriza-se pelo tom elevado e sublime com que trata determinado assunto. As literaturas ocidentais modernas aproveitaram sobretudo, do ponto de vista da forma, a ode composta por três unidades estróficas, correspondentes, no desenvolvimento da ideia do poema, à estrofe, à antístrofe (cantada pelo coro, originalmente) e ao epodo (conclusão do poema). A ode comportava uma série de esquemas métricos e rítmicos, de acordo com os quais era classificada.


Porra. Preciso agora de um exemplo. Ignóbeis. Nem dizem qual a métrica. Não quero inventar muito :S
Como se mede o sucesso ou fracasso de uma peregrinação que não aconteceu? Da mesma forma que se mede as que terminam na nossa Meca pessoal: não se mede, não importa a quantificação do que é inquantificável. Segui confiante em chegar novamente a Santiago, desta feita pelo caminho Inglês. Iniciando o caminho na cidade galega de Ferrol, efectuaria quatro etapas até alcançar a cidade Santificada pelo sepulcro do Apóstolo, palmilhando depois até Finisterra e terminando em Muxia.

Infelizmente, não ocorreu. Algo pessoal me obrigou a seguir com o equipamento para caminhar ao Sol e suportar calor; quando acordei em Valença vendo o céu cinzento e carregado, o anúncio de uma chuva persistente, que possivelmente se manteria no norte da península até ao final da semana, aconselhou-me a regressar com a mochila e os meus planos ao Alentejo. Assim fiz, sem falsos orgulhos nem falsas vergonhas.

Tem de fazer parte de nós aceitar quando a adversidade, ou simplesmente as inerências das limitações da vida, nos negam um desejo ou um capricho. Com humildade sincera e um sorriso acolhedor devemos aprender a aceitar algumas dádivas que nos trancendem, e que por não as compreendermos, ao sermos incapazes de vislumbrar a sua magnitude plena, sentimo-nos tentado a recusar estas ofertas gratuitas, na ilusão de concretizar teimosamente um capricho.

segunda-feira, agosto 14, 2006

Sentado novamente num autocarro, enquanto as rodas engoliam o asfalto e os fumos de escape mediam a distância, ruminava os momentos do caminho percorrido e antecipava as surpresas do caminho a percorrer. Num momento de dispersão lembrei-me do jantar de sexta-feira: àquele que não fui porque estava totalmente comprometido com aquele ao qual fui. Estava algo consternado e triste, pois, ao celebrar a peregrinação, por opção, neguei-me à companhia de pessoas que (quase) todos os dias encontro virtualmente no forum on-line, em que os nossos avatares são uma simpatia não raras vezes mais simpática do que aqueles com quem partilhamos a "vida real".

Saí do autocarro em Lisboa, comprei um novo bilhete para Valença, que me permitirá seguir ainda mais para norte, até à Galiza fustigada pelo fogo, ao(s) Caminho(s) que me chama(m), à Compostela, à Costa da Morte, e com a graça de Deus, vislumbrarei mais uma centelha da luz que brilhe fielmente no Costa da Vida. No metro, efémero, fugidio, um milagre: três estrangeiros (um holandês, um alemão, um belga), três companheiros de horas, meses e anos de spam activo nos foruns do Dark Galaxy cruzam à minha frente. Hesitei, certifiquei-me que eram eles, hesitei, resolvi falar-lhes (já havia conhecido o holandês no ano passado, o que facilitava a abordagem), mas só depois de entrarmos todos na carruagem, para minimizar constrangimentos. A abordagem foi simples e directa "Sorry, are you [DG_NICK]?"; os olhos surpreendidos, a resposta "yes!", depois as devidas apresentações dos e aos restantes viciados na internet. O almoço foi com uma amiga comum, pertencente ao mesmo mundo virtual, num restaurante perto da avenida.

O jantar perdido ocorreu-se ali. Uma esperança, uma benção, um agradecimento por este pequeno milagre que por pouco, muito devido ao meu medo e à minha hesitação, ia deixando escapar entremãos.

sexta-feira, agosto 11, 2006

O sono constante, algumas cicatrizes, e uma paz interior são as marcas invisiveis de semana e meia de caminhada. Liberto de tudo, acompanhado por quatro irmãs, olhando por elas, elas olhando por mim (na verdade não; mas fica sempre bem no texto). Ele estava lá: o caminho. Tive medo quando esteve escuro, por mim e por elas, mas tinha de avançar na frente do grupo; à minha frente Tu connosco avançavas também, nos rumos para Santiago fizeste-Te bússola nos nossos corações.

Obrigado por estares lá, por Te sentir perto de mim. Por me permitires Te encontrar.

quarta-feira, agosto 09, 2006


El humo te impede respirar, no se ve nada y los ojos no dejam de llorar. No hay peor tragedia que ver las llamas arrasar todo lo que hay alrededor de tu casa, y no poder hacer nada. Es absurdo mirar para arriba. Los medios aéreos nunca llegam. Los bomberos son aqui, en Teo, una especie en vias de extinción. Los vecinos, aunque unidos, se enfrentam a las llamas con las manos y un cubo de agua. aquí no hay ejército para evacuar las casas, y muchos vecinos se niegam a abandonarlas. Hasta que tienen el fuego encima. Gritos y lloros. De rabia y de impotencia. Ver cómo las llamas crecen sin remedio. La noche se presentaba larga en Teo.

in La Opinión ~ A Coruña

quarta-feira, julho 26, 2006

às vezes, na subtileza de uma piada existe a profundidade de uma verdade imensa =)

terça-feira, julho 25, 2006

sem entradas nem saida, sem nada para me inspirar.

somente os novos ares que se aproximam, que me inspiram, mas que secretamente ficam guardados dentro de mim, aguardando, reservados ao momento em que os possa partilhar com o mundo.

quinta-feira, julho 20, 2006

não é meu, mas gostaria que fosse.

Vamos apoiar a Selecção dos cromos da bola!

Vamos apoiar a Galp que nos vende a gasolina como se tivesse comprado o petróleo a 80 dólares quando o comprou a 45!Vamos apoiar a Galp que precisa de pagar aos seus 17 administradores ordenados de 20.000EUR, /mês fora o presidente que ganha 75.000/mês!

Vamos apoiar os "heróis" que ganham mais quando dão um pontapé na bola do que qualquer um de nós a trabalhar no duro um ano inteiro!

Como nenhum dos dez estádios que foram construídos para o outro campeonato da bola servia para os treinos dos rapazes, vamos apoiar a inauguração, hoje mesmo, de mais um, o do Lusitano de Évora, construído de propósito para Suas Excelências treinarem durante quinze dias!!!!!!!!!!!!

Vamos apoiar a negociata dos terrenos do antigo campo Estrela que vai ser urbanizado apesar de no PDM ser zona desportiva!

Como precisam de descansar vamos apoiar o facto de estarem instalados em quartos individuais no hotel Convento do Espinheiro (5 estrelas-luxo) a 250EUR/dia cada um!

Como podemos apoiar? É simples !

Inscrevemo-nos no cordão humano; recebemos mails promocionais da Galp todas as semanas; pagamos os combustíveis mais caros da Europa e depois a Galp dá-nos uns pontos que trocamos por prémios da treta, mais caros que na loja dos Chineses!

E vamos ficar todos felizes !

Durante dois ou três meses, só se vai falar na Selecção do Scolari, enquanto a Selecção do Sócrates vai inventando maneiras de nos fazer pagar tudo isto e mais o que falta pagar do Euro2004.

E depois das férias, lá para Setembro, antes que alguém repare que a gasolina já está a mais de 2EUR e o gasóleo a 1,5EUR, começa logo outro campeonato da bola para nos dar motivo de conversa e alimentar o Orgulho Nacional !!!

E já agora, por favor, não se esqueçam de começar desde já a engalanar todo o País com a Bandeira dos Pagodes (antigas Quinas) que os operários chineses, coitados, também merecem ganhar a vidinha.........

VIVA A SELECÇÃO !!!!!!!!!!!!!!!

VIVA A GALP!!!!!!!!!!!!!!!

VIVA PORTUGAL !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, julho 04, 2006

tudo na vida tem o seu tempo balizado entre um inicio e um fim. estas piadas iniciaram-se a partir de duas ou três citações de quim barreiros, mas depressa se tornaram citações originais originadas pela estupidez e ironia que pululam no mundo. durante dois anos e meio (tou surpreendido por ter sido tanto tempo!) foram um marco no msn para os poucos que as acompanharam, alguns com assumido deleite outros possivelmente com um abanar da cabeça resguardado atrás do silênco invisível escondido no monitor e no teclado. a inspiração e vontade de criar novas frases esgotou-se, e enterrei o machado de guerra que maltratava a "Querida". algumas frases não se encontram aqui, ficaram perdidas nos labirintos etéreos dos bits e bytes cuspidos pelo sílicio, enterrados nos cabos e filamentos de linhas analógicas e digitais.



2004_11_22 Querida, esquece os segredos que não te conto: lembra-te dos segredos que guardamos

2004_11_23 Querida, ontem pensei em ti, mas qd olhei para o meu lado não estavas lá...

2004_11_24 Querida, hoje sonhei contigo, mas qd acordei não te encontrei na minha cama... Obrigado por não me acordares

2004_11_26 Querida, o k fizeste ao meu telemovel? Agora tá como tu: o OK não funciona :(

2004_11_27 Querida, gosto memo de te ver na cozinha... e ver-te agarrada ao fogão, ou sentada na bancada... é tão sexy

2004_11_28 Querida, FDX!!! É so fingires te estas a afogar, e k os tubaros são duas botijas de oxigénio!!!

2004_11_29 Querida, ganhaste... A tua tromba continua mais rija k a palma da minha mão :(

2004_11_30 Querida, estou maravilhado! :D Lavadinha e rapadinha: é assim k eu gosto de ti! já não tenho d andar a cuspir pelo!

2004_12_08 Querida, só te dou pão e água? E a porrada não conta?

2004_12_10 Querida, se olhar para ti me faz sorrir é pk ainda não tiraste as pinturas

2004_12_12 Querida, és tão alucinante que troquei as drogas por ti! Agora o dealer não te quer devolver!!! :(

2004_12_16 Querida tas sempre no blablablabla... FDX... Mas os meus genitais não te enchem a boca?

2004_12_16 Querida tas sempre no blablablabla... FDX... Mas será k não consigo calar essa boca??

2004_12_17 Querida tentei falar, tentei amar... tentei até te compreender... E embora eu tenha aceitado, continuas muito cara!

2004_12_20 Querida, com tanta gente à nossa volta mal consigo dar-te atenção... paciência, mas uma orgia é uma orgia

2004_12_23 Querida, se matei o Pai Natal, era pk ele tava despido, na nossa sala, e tu tavas a lamber-lhe os testiculos. Desculpa :(

2004_12_25 Querida, o teu bacalhau tava divino, o teu grelo gostoso. Misturado com saliva fex um minhete marabilhoso. (f)

2004_12_26 Querida só tu me fazes vir aqui no meio na noite... Já de dia costuma ser tua amiga loira...

2005_01_12 Querida trocaste a fechadura e puseste-me na rua. Depois não reclames de eu dormir em casa da tua amiga :)

2005_01_17 Querida ela é feia, grossa, grande e dura... e é toooooooddaaaa tua :)

2005_01_23 Querida o alcool, as drogas e o rock 'n' roll já não me dão alegria... nem tu... :(

2005_01_23 Querida melhor k kebrar o gelo assim de repente é trinca-lo suavemente, e ir saboreando a aguinha k vai escorrendo

2005_01_31 Querida: o teu corpo é o farol que me guia pela incerteza das marés revoltas... Posso arrear ancora na tua baia?

2005_02_04 Querida, dizias tu que as tuas aulinhas de trombone no conservatório não serviam para nada.... ui.... maravilhoso!!!!

2005_02_14 Querida, no teu aniv dei-te uma plaquinha d prata. No natal foi uma plaquinha d ouro... Hoje é dia de uma placona acima :)

2005_03_10 Querida.... sexo e drogas e rock 'n' roll é o k kero... mas tu só me mois a cabeça...

2005_03_14 Querida não é preciso engolir... é só para chuchar até deixar de pingar...

2005_03_15 Querida a nespereira já tem flor :) Não tarda nada e já me posso labuzar.... HUHUHH... Nêspera pá malta o/

2005_03_21 Querida, se gostas tanto d andar à chuva depois não te queixes por te sentires molhada...

2005_03_30 Querida sei que coentros e rabanetes não vão à mesa de um rei... Mas hoje é dia de coentrada.

2005_05_16 (f) Querida, se uso roupa velha, dizes que ando rasgado; se é nova vou estragar... Para ti só nuzinho memo :S

2005_05_17 (f) Querida curtes tanto musca, fados e guitarradas... ai tã linda :D:D:D bora lá a mais uma gaitada (x)

2005_06_02 Querida chegou o mês da revisão. O carro vai para a oficina e tu para casa da mamã... (f) manda comprimentos ao gato Botas

2005_06_08 Querida podes comer onde quiseres... desde que seja um sitio quente e confortável conta comigo...

2005_06_14 Querida estou tão cansado do trabalho que nem consigo dormir, por isso hoje não vou a casa...

2005_06_16 Querida sem mim és um café amargo. O meu amor é o torrão de açucar que se derrete dentro de ti.... (f)

2005_06_29 Querida posso ser teu empresário mas não posso montar-te o negócio todo os dia.

2005_06_30 Querida se o sexo é uma guerra, o teu corpo é um verdadeiro campo de batalha... E em tempos de guerra todo o buraco é trincheira!

2005_07_05 Querida as minhas palavras ressoam em ti. Se tu és o sino, eu sou um badalo... BADDDJJJOIIINNGGGG

2005_07_07 Querida... ter outra gaija? tás louca? nã preciso de mais um animal a queixar-se dos meus arrotos e dos meus peidos! (f)

2005_07_15 Querida o teu odor permanece no meu quarto horas e horas depois de saires... Nã comeces a usar sabão k nã é preciso!!!

2005_07_19 Querida... mas é claro que uma cerveja dá para os dois. Eu bebo pelo gargalo e tu chupas pelo canudinho!

2005_07_20 Querida decide: Portugal ou Estrangeiro? Não sei se vou para fora, ou vou para dentro...

2005_07_23 Querida quando não consegues falar sou eu que fico sem palavras... eh bom :D

2005_07_25 Querida hoje é dia de pescaria. Leva a caninha que eu levo a minhoca Saltarela. Nem vai ser preciso engodar...

2005_07_26 Querida antigamente ainda tricotava umas pegas e umas peugas, mas agora só tu me mexes na agulha e nos novelos

2005_07_29 Querida, se ganho o euromilhões levo o dinheiro desapareço contigo.

2005_09_01 Querida, fui, vim, voltei e cheguei... E o Sheepmobile nã se queixou...

2005_09_02 Querida vou para a Noruega dedicar-me à pesca. Viva o sol e o mar, o bacalhau e o sequeiro!!!

2005_09_06 Querida a inspiração foi tão grande que me limpaste de ideias e pensamentos. Agora tou sequinho, sequinho... :(

2005_09_08 Querida: de uma vez por todas.... Eu só provo se eu cozinho!

2005_09_12 Querida apito ou não apito?

2005_09_13 Querida apitas ou não apitas?

2005_09_16 Querida temos de mudar a água ao marisco pk o berbigão já está com a lingua de fora...

2005_09_23 Querida pequenina... Se não tens escada para chegar ao céu nã te preocupes... logo logo já vês estrelas...

2005_09_27 Querida, se tu és o meu furação, o que sou eu a ti?

2005_10_04 Querida, o meu coração é o teu tesouro, e tu és a minha pirata. Keep it safe... e nã partas a perna de pau...

2005_10_07 Querida, se mordes outra vez levas com uma cuspidela na testa!!!!

2005_10_11 Querida se continuas a comer bananas desalmadamente passas de macaquinha a macacona...

2005_10_13 Querida compraste uma mala muito bonita :) Uma mala com gosto é sempre bonito de ser ver :)

2005_10_17 Querida tu gritas, esperneias, bates e espancas... fico sempre maravilhado :o

2005_10_19 Querida quer monte a cima, quer monte abaixo, a locomotiva avança a todo o vapor. Muito carvão queima essa fornalha!

2005_10_24 Querida astronomia contigo é sempre um momento especial. Gosto de estar contigo, para ver estrelas, planetas e cometas :)

2005_10_27 Querida é tão frondosa a ervinha que cresce nas terras baixas. Vou podar enquanto aguentar...

2005_11_07 Querida apresento-te os três reis magos: à direita tens o Gaspar, à esquerda Baltazar, e o careca é o Belchior.

2006_01_09 (f) Querida, atão o teu melro já canta? Ele que se venha apôsar no mê raminho, que leva uma chumbada às tensas de tânta cantoria.

2006_01_30 (f) Querida, batia leve, levemente, como quem chamava por ti; foste ver, e era tanta neve...

2006_02_08 Querida não compreendo a tua pronuncia. Queres que eu vá "atanchalas" ou "até Chelas"??? :S

Querida, quero chupar o teu doce e lamber o teu salgado...

2006_02_13 Querida tu és o verdadeiro espirito da Democracia. E, por isso, vou meter mais um voto na tua urna...

2006_02_14 Querida feliz dia dos Encalhados... E q encalhes cd vx mais e melhor tds os dias da tua vida, c mt convicção e alegria :) (f) (k)

2006_02_15 Querida não sabes qual foi a minha prenda? bem... então vamos ter uma conversinha sobre os passarinhos e as abelhinhas...

2006_03_01 Querida nã vale a pena lurificar a arma pk nã se pode andar à caça... as rolas andam com gripe :(

2006_03_03 Querida... também não sei... mas juntando a minha imaginação e à tua destreza manual, isto só pode ser correr bem...

2006_03_04 Querida sou tão linda sou tão linda! Sou uma verdadeira flor... E tu és tão fofa e tão fora... Queres ser o meu colibri? (f)

2006_03_08 Querida feliz dia da mulher... Que laves muita loiça e que não partas a bilha...

2006_03_10 Querida a estabilidade não é um valor em si, mas sim um valor em mim...

2006_03_22 Querida , sou eu o bicho papão, que te rouba o sono e chafurda no chão

2006_03_27 Querida... como Maria... e tu?

2006_03_28 (f) Querida, se queres mesmo dar graxa trás o óleo Jonhson e uma garrafa de Drambuie

2006_04_03 (f) Querida: há 15 anos a tratar amigdalites.... já mereço um Honoris Causa!

2006_04_04 (f) Querida vou-te derreter nas minhas mãos, enrolar-te como um rebuçado, e sugar-te devagarinho...

2006_04_07 (bah) Querida sou muito pão pão, queijo queijo. Mas tu és só pão pão pão pão...

2006_04_10 Querida, estou cansado da tua cama, estou dorido do teu sofá, mas ainda aguento ver a paisagem na tua varanda.

2006_04_11 Querida, vou-te contar a estória do patinho feio: antes de tudo, o patinho estava no ovo... (deixa só por o patinho no ovinho...)

2006_04_15 Querida quando a (S) cheia se eleva nos ceus, os lobos uivam e as (bah)s saem para caçar...

2006_04_18 Querida tantas vezes te encontraram acesa no Cabo da Roca, que foste contratada para farol

2006_04_19 Querida ando mesmo cheio de fomeca... Só o pensamento de pitar dessa carne de porco à alentejana faz-me delirar :)

2006_04_20 Querida orientaste um moussinha toda docinha. Foi mesmo bacano.

2006_04_28 Querida, se queres mesmo partir, eh na boa... Digo mais: a bem ou a mal eu vou é partir contigo também!!!

2006_05_02 Querida, se a estupidez pagasse imposto nem o euromilhões cobria as tuas dividas ao estado.

2006_05_04 Querida percebi que ainda andas a tirar o curso de Otária pela forma como te aplicas na disciplina de Estupidez Avançada (f)

2006_05_08 Querida o banho de de desprezo tão grande que quando chegaste a casa ainda vinhas húmida. (f)

2006_05_08 Querida nem tudo o que se diz é para ter sentido... mas sim para ser sentido!E agora, estás a senti-lo? (f)

2006_05_09 Querida, aprende a acentuar as palavras, ou então levas uma lambada para ver se acordas para a vida!

2006_05_10 Querida, o rodovalho é como tu: um peixe-chato que sabe muito bem...

2006_05_12 Querida, dizes que eu não posso com uma gata pelo rabo... hum... eheheheh.... isso pensas tu... :)

2006_05_13 (f) Querida não sei se morro ou se mato, mas gosto do jogo do gato e do rato (f)

2006_05_15 Querida se queres ser a minha prenda vem com um lacinho no teu embrulho. (f)

2006_05_16 Querida se queres ser a minha vem, e trás o embrulho vazio. Assim posso te encher o pacote. (f)

2006_05_17 (f) Querida, a pedido de muitas familias não falo mais contigo! :-# Agora, é só com mordaça, chicote, e muito cabedal (f)

2006_05_19 Querida monta la Vacona... Monta la Vacona... Monta la Vacona... Monta la Vacona... Monta la Vacona... Viva o Metro de Lx...

2006_05_20 Querida eu não estou mais velho. Estou é maduro e pronto para consumo generalizado pelas massas...

2006_05_26 Querida, acorda-me suavemente apenas vestida com um sorriso... E mostra o teu umbigo \o/

2006_05_30 Querida, o Saci não é um mito: é um escravo k fugiu para o mato depois d lhe cortarem as duas pernas, e ainda anda a saltitar :S

2006_06_06 Querida, se eu kiser passar uma tarde a ler, vou ler um livro! Agora, desabelha do meu msn e vem-te comigo.

2006_06_08 (li) Querida, um cavalo não se doma só com mimos e caramelos, também é preciso muito chicote! Vais conhecer a pedagogia da dor!


2006_06_22(li) Querida quero voar contigo até á Galáxia do Charuto (ci), e fazer dele o nosso berçário de estrelas (*) (bah)



também ficam os tópicos da "Tenda do amor". tentei que fossem a contrapartida romântica que contrabalançasse a guerra diária contra a "Querida". Não resultou. nunca consegui ser muito romântico.


2005_11_09 .:na tenda do amor vende-se sonhos e vidas a retalho:.

2005_11_11 .:na tenda do amor quando não se pode comprar, apenas resta contemplar:.

2005_11_14 .:na tenda do amor o universo termina onde se extingue o amor:.

2005_11_16 .:na tenda do amor a lingua é uma arma repleta de sensualidade:.

2005_11_24 .:na tenda do amor o dinheiro paga só a viagem que o corpo aguentar:.

2005_11_28 .:na tenda do amor não se efectuam ofertas, trocas ou substituições:.

2005_12_07 .:na tenda do amor o que se perde é irrecuperável:.

2006_02_21 .:na tenda do amor quando a luz se vai começa a ternura:.

2006_03_14 .:Na tenda do amor, às vezes a banca pega fogo, e nunca se encontra um extintor:.

2006_05_08 (f) .: Na tenda do amor só irei entrar quando estiver contigo :. (f)

domingo, julho 02, 2006

temos de admitir.... é um som com 120% de coolness

sexta-feira, junho 30, 2006

O autocarro percorria a distância que me separa de casa com a prevista e sempre habitual morosidade. Três horas enfiado numa lata compartilhada sem óleo para me divertir, o transporte colectivo transpõe os 120 kilómetros numa trajectória que me rebenta as que soturas da paciência com tantas voltas, revoltas, torneios, rodeios e desvios. A paisagem vermelha e cinzenta cede ao verde vivo dos pinheiros mansos que se abraçam numa floresta cersida pelas actividades humanas, seguidamente ao amarelo torrado dos pastos secos que se estende por lonjuras e lonjuras até embater num só pinheiro manso isolado rei de uma pequena colina, depois aos vales claustrofóbicos e insinuados em que, além da estrada sinuosa e recurvada, apenas arbustos, medronheiros e azinheiras se afirmam. Demasiado tempo para tal distância. Os joelhos cedem à dor e ao desconforto, os olhos ao cansaço, o corpo todo geme pela fuga da prisão. O tempo cinde-se, metamorfoseando o presente numa bifurcação de passado e futuro que se entrecruzam na trança enlaçada pelo destino.

segunda-feira, junho 26, 2006





Humanity is sitting on a ticking time bomb. If the vast majority of the world's scientists are right, we have just ten years to avert a major catastrophe that could send our entire planet into a tail-spin of epic destruction involving extreme weather, floods, droughts, epidemics and killer heat waves beyond anything we have ever experienced.

If that sounds like a recipe for serious gloom and doom -- think again. From director Davis Guggenheim comes the Sundance Film Festival hit, AN INCONVENIENT TRUTH, which offers a passionate and inspirational look at one man's fervent crusade to halt global warming's deadly progress in its tracks by exposing the myths and misconceptions that surround it. That man is former Vice President Al Gore, who, in the wake of defeat in the 2000 election, re-set the course of his life to focus on a last-ditch, all-out effort to help save the planet from irrevocable change. In this eye-opening and poignant portrait of Gore and his "traveling global warming show," Gore also proves himself to be one of the most misunderstood characters in modern American public life. Here he is seen as never before in the media - funny, engaging, open and downright on fire about getting the surprisingly stirring truth about what he calls our "planetary emergency" out to ordinary citizens before it's too late.

With 2005, the worst storm season ever experienced in America just behind us, it seems we may be reaching a tipping point - and Gore pulls no punches in explaining the dire situation. Interspersed with the bracing facts and future predictions is the story of Gore's personal journey: from an idealistic college student who first saw a massive environmental crisis looming; to a young Senator facing a harrowing family tragedy that altered his perspective, to the man who almost became President but instead returned to the most important cause of his life - convinced that there is still time to make a difference.

With wit, smarts and hope, AN INCONVENIENT TRUTH ultimately brings home Gore's persuasive argument that we can no longer afford to view global warming as a political issue - rather, it is the biggest moral challenges facing our global civilization.

Paramount Classics and Participant Productions present a film directed by Davis Guggenheim,
AN INCONVENIENT TRUTH. Featuring Al Gore, the film is produced by Laurie David, Lawrence Bender and Scott Z. Burns. Jeff Skoll and Davis Guggenheim are the executive producers and the co-producer is Leslie Chilcott.


segunda-feira, junho 19, 2006

Não consigo precisar se a tarde ainda corria curta ou já se esticava para as horas do jantar, ou possivelmente o sol se havia retirado das ruas, cedendo-as aos vultos nocturnos, apenas tenho a certeza do agrado por chegar a casa, de estar cansado de mais uma luta pelo pão nosso de cada dia, e de como a familiaridade da penumbra que de ter alcançado o refugio retemperava parcialmente tanto as minhas forças e o meu ânimo. Talvez cansado seja um adjectivo excessivo, porque verdadeiramente cansado não estava, apenas o corpo moído do lufa-lufa, do percorrer quilómetros ininterruptos sem que eles, entre cada chegada e partida, expliquem a distância que se palmilhou, sempre entra e sai, volta aqui anda cá pois ainda preciso de ti, aqui e ali, mas afinal é noutro sitio, e vai lá outra vez, não te atrases, não te esqueças, o trabalho não foge, o que tens para fazer não azeda mas por favor acode à minha aflição, primeiro os primeiros e antes de todos os outros eu, salva o meu microcosmos de colapsar no buraco negro da minha própria ignorância, enfim, não estava fisicamente esgotado, mas bastante moido e farto de bater as asas fora do ninho.

Atravessei a barreira que permeia a minha vida de cidadão anónimo e o meu mundo privado, e assaltou-me a impressão de que as paredes se encontram dispostas ao contrário do habitual, como se uma entidade superior tivesse arrancado a casa pelas fundações, e após lhe esticar as entranhas, lhe remodelado o interior, lhe tivesse invertido dentro e fora, e replantado os seus quatro cantos de modo a que, intencionalmente, estes que coincidissem com os pontos cardeais diametricamente opostos aos descrtitos no registo predial. Lembro-me claramente de reparar em como estranhei o facto de que a porta do meu quarto se havia modificado signitivamente, o branco acrilico exemplarmente espalhado na porta estava envelhecido, estava podre e gasto, com grandes falhas nas camadas de tinta desnudando a madeira, uma consequência irrefutável do excesso de humidade e de uma inegável ausência de zelo, assim como me lembro-me de anotar mentalmente que isso conferia ao corredor um ar indigente e desmazelado. No entanto o corredor não se encontrava desarrumado, muito pelo contrário, sendo destrinçável pela essência de jasmim que o soalho de madeira fora limpo recentemente. O que também me surpreendeu foi pisar o chão duro, sensação que contrariava o já familiar toque almofadado da alcatifa caqui.

Desprezando o instinto que gritava "irrealidade" sigo para a cozinha, e encontro-te esperando-me sentado num banco, costas encostadas à mesa, sorriso amável e bondade contagiante, tronco nu peludo, calções castanhos, sandália no pé, cerveja na mão, e alegria por eu finalmente chegar. Sei que não és tu, que não estás ali, que és um espirito que me visita, e mesmo ciente da diferença da nossa natureza existencial estou feliz por te ver. Batemos as palmas, como dois jogadores que celebram um golo, e ofereces-me uma garrafa de cerveja. Eleva-mos as duas garrafas ao nível dos olhos, tocando as bases das garrafas num brinde, cada qual emborca o seu refresco alcoólico, segue-se o ritual de arrotos e risos. Com a tua mão aberta bates-me nas costas e entoas como um pregão "Ó Costa" porque sabes como detesto ser tratado desse modo, seguido de um "Tá-se??!". Sento-me no outro lado da mesa, e a conversa flui. Conto-te as minhas últimas estórias e os últimos segredos dos outros, detalho-te paranóias recentes e rimo-nos com as minhas boçalidades. A cerveja acaba, não bebemos outra.

De repente a temperatura cai, as cores alteram-se. Tu desapareces. Eu sozinho, sem palavras, atordoado. Atónico encaro dois guarda-sois que, como lanças, me tentam perfurar, que me expulsam da mesa, que querem expulsar da casa. Confuso penso Não és tu, É um espirito mau, sádico, ardiloso e mal intensionado, Possivelmente algum antepassado do dono da casa oitocentista que regressa ocasionalmente, para destilar o seu ódio e atormentar as almas dos ainda vivos. Encostado contra a parede, estupidificado com medo, sentindo as estocadas contudentes decididas a me separarem as costelas, sem fuga possivel, decido acordar.

Sentei-me na cama, o lençol cobrindo-me as pernas, fixo o nada que se interpõe entre mim e a parede, onde se projecta a luz do candeiro que que alumia a rua, tentando destrinçar o pesadelo da oferta da amizade.

Dias depois compreendi que havia visitado uma mansão antiga, em que possivelmente irei também repousar um dia. Mas por ora a minha condição de visita só me permite um salvo-conduto de curta duração, terminado o qual não devo insistir em me demorar.



Que coisa é aquela,
Está na praia e é amarela?
É a tenda dos Merdas!

Não rapes a barba, não cortes o cabelo!
Olha que a Dona Jaciana dá-te cabo do pêlo.
Jaciana da Merda!

Tu queres uma coca-cola?
Eu quero uma coca-cola.
Tu queres um ginger ale?
Eu quero um ginger ale!
Mas não me chames Teddy Boy!
Mas não me chames Teddy Boy!

Cagalhões a saltar, rabanetes a voar!
Só na tenda dos Merdas!

Que coisa é aquela
Que está na praia e é amarela?


sexta-feira, junho 16, 2006




So you wanna be a rock superstar, and live large
a big
house, 5 cars, a big charge
comin' up in the world,
don't trust no body
gotta look over your shoulder
constantly

I remember the days when I was a young kid
growin up
looking in the mirror, dreamin about blowin up
the rock crowd, make money, chill with the honeys
sign
autographs or whatever the people want from me
it's
funny how impossible dreams manifest
and the games that be
comin with it
nevertheless
you got to go for the gusto
but you dont know
about the blood, sweat and tears
and
losing some of your peers
and losing some of yourself to
the years past,
gone by
hopefully it dont manifest
for the wrong guy
egomaniac and the brainiac
dont
know how to act
48 tracks
studio gangster, mack,
sign the deal, thinks he's gonna make a mil
but
never will til he crosses over
still filling your head with
fantasies
come with me, show the sacrifice it takes to make
the cheese

You wanna be a rock superstar in the
biz
and take shit from people who dont know what it is
I wish it was all fun and games but the price of fame is
high
and some cant pay the way
still trapped in what
you rapping about
tell me what happened when you lost
the route you took started collapsing
no fans no fame no
respect no change no women
and everybody shittin on your
name

you ever have big dreams of
making real cream
big shot, heavy hitter on the
mainstream
and you wanna look trendy
in the Bentley,
be a snob and never act friendly
you wanna have big fame,
let me explain
what happends to these stars and their big
brains
first they get played like all damn day
long as
you sell everything will be ok
then you get dissed by the
media and fans
things never stay the same way they began
I heard that some never give full to the fullest
that's while fools end up dining on the bullet
think
everything's fine in the big time
see me in my Lex
with chrome raised high
so you wanna roll far
and live
large
it aint all that goes with bein a rock star

my own son dont know me
I'm
chillin in the hotel room lonely
but I thank God I'm
with my homies
but sometimes I wish I was back home
but only no radio or video didnt show me
no love, the
phony, gotta hit the road slowly
so the record gets pushed
by Sony
I'm in the middle like mony
and the press
say that my own people disown me
and the best way back
is to keep your head straight, never inflate the cranium
they're too worried about them hunnies at the Paladium (a
venu inLA)
who just wanna cling on, swing on, and so on
go on, fall off, the ho's roll on
til the next rap
superstar
with no shame
give em a year, he'll be
right out the game
the same as the last one who came before
him
gained fame, started gettin ignored, I warned him
assured him, this aint easy take it from Weezy
sleezy
people wanna be so cheesy, they're fucking evil (gun
cocknoise)

assassins, assassins...

domingo, junho 11, 2006

Ao observar a catadupa de soluços Guilherme sentia-se culpado: pelo segredo que ocultava a sua identidade real; pela forma em como se apaixonara por aquele emaranhado de emoções contraditórios; pelos seis meses eu que, educadamente, mimara e assediara aquele corpo perfeito, de tez argentea e aveludada; de intocada perfeição carnal intocada abarrotando de uma libido abarrotando da força primordial que concedeu Eva a Adão. Ela, no entanto, apartada pela dúvida vacilante com que se debatia na juventude belamente andrajosa que ansiosamente a encarava, afundava-se na surdez autista das suas próprias hesitações. Domando os espasmos compulsivos que lhe tomavam o corpo, Laila re-enclausurou as lágrimas retardatárias, as unicas que consegui conter, antes que desertassem entre as pestanas negras, longas, perfeitas mesmo imersas em desalento e angustia. O rosto de porcelana contorceu-se numa careta de franca dor, e os lábios retorcidos responderam, arrastando as palavras num cantico de sereia moribunda: "Não, não, não, não... Sinto que não te posso amar. Nãonãonãonão, nunca um beijo meu poderá te ser oferecido..."; sem forças deixou-se cair, vestido branco agora castanho, cetim e seda com floreados rasgados, "nunca poderia, nunca poderei, nunca serei um verdadeira Princesa se cedo as impulsos dos sentimentos, à injustiça da paixão, se não consigo desacorrentar o meu coração desde fogo que embora quente... não me pode enobrecer a mendicidade emocional de um pebleu. Nãonãonãonãonão... Não... Desculpa amor, mas só a um Principe concederei um beijo, não a ti, a ti nada, por muito que sejas tudo e muito para mim..."

sexta-feira, junho 09, 2006

(aviso que a estória está a meio... mas em prol da pedagogia da net não resisto a deixar este video... pode sempre ser util)

quarta-feira, junho 07, 2006



Behold the King
The King of Kings
On your knees dog
All hail

Bow down to the
Bow down to the King
Bow down to the
Bow down to the King

The King grinned red
As he walked from the blaze
Where the traitor lost both his name and his face
Through the halls and the corridors
Stinging in blood
He tasted his grin and it tasted good
The King took his head
Left him broken and dead

Bow down to the
Bow down to the King
Bow down to the
Bow down to the King
Bow down to the
Bow down to the King

The King left none living
None able to tell
The King took their heads
And he sent them to hell
Their screams echoed loud
In the place of their death
Ripped open they died
With their final breath
They hailed to the King
The King of Kings

Bow down to the
Bow down to the King
Bow down to the
Bow down to the King
Bow down to the
Bow down to the King

Into the dirt
His will be done
Now feel your fear
There can be only one

Bow down
Bow down
Bow down to the
Bow down
Bow down
Bow down
Bow down to the
Bow down
Bow down to the
Bow down to the
Bow down to the King
Bow down to the
Bow down
Bow down
Bow down

The King is here
Now feel your fear
The King of Kings

All hail
All hail the King
On your knees
On your knees for the King

The King of Kings
There is only one

segunda-feira, junho 05, 2006

Com o joelho esquerdo apoiado no chão, e de joelho direito elevado Guilherme encontrava-se numa posição que espelhava o dia em que houvera se comprometido como cavaleiro protector do seu reino. Então havia se comprometido defronte da cruz da imensa catedral, na presença do Bispo, de Deus, de seu pai e dos seus pares. Agora encontrava-se quase sozinho naquele bosque, envergando a das roupagem castanha do seu humilde pajem, procurando um sinal da resposta na imensidão daqueles olhos cinzentos e brilhantes que o fixavam, vagueando o seu coração entre a alegria do cárcere ou a amargura da liberdade. Inseguro, resolveu insistir, repetindo as palavras que há pouco proferira, após ter delicadamente beijado, obedecendo aos seus ritos e preceitos, a mão suave que se moldava entre a sua mão. "Princesa Laila, doce paraíso celeste que o divino, na sua imensa bondade e condescendência, se permitiu partilhar connosco, mortais pecadores, enaltecendo as nossas vidas ao granjear-nos com a vossa sublime existência aquando da nossa penosa caminhada pelo mundo terrestre; Princesa Laila, cujos olhos são a constelação em que o meu afecto encontra a estrela-guia, e que o meu amor ruma ávido, iludido pela esperança de saborear a riqueza de perfumes e especiarias que o vosso corpo exalada; Princesa Laila, senhora de virtudes serenas e de belezas inenarráveis que me prendem, escravo de senhora ausente, prisioneiro de guerra na batalha do amor; a vós ofereço tudo o que tenho e que não tenho; a vós dedico todos os momentos sagrados e profanos que possa vir a desfrutar; a vós dedico a minha alma, minha vida, a minha honra; tudo isto e tudo mais que desejardes, apenas para encontrar hoje o caminho dos vossos lábios; mais não peço, pois eu, mero pajem, sinto-me indigno de vos pedir a mão, mas sei que o meu amor por vós é digno, e por isso vos mendigo um beijo..."

Uma, duas, três eternidades passaram, e Guilherme fixando aqueles olhos cinzentos, os olhos que o prendiam como amarras a um ardor sufocante, perdido no seu brilho, hipnotizado pelo rio que crescia entre as pestanas perfeitas daquela princesa plena
de uma amalgama singular de beleza e pureza. Um suspiro profundo impregnado do perfume real rompeu as manilhas que retinham as comportas, e um dilúvio plangente invadiu os campos rosados do rosto da princesa.

sexta-feira, junho 02, 2006

Caros amigos, fãs e assíduos leitores em geral...

...É oficial...

A banda Ovelha Brava & the DeadSheepS está a recrutar instrumentistas. Se és boa a dar musica fala connosco...





She was a fast machine, she kept her motor clean,
she was the best damn woman I had ever seen.
She had the sightless eyes, telling me no lies,
knockin' me out with those American thighs.
Taking more than her share, had me fighting for air,
she told me to come, but I was already there.
'Cause the walls start shaking, the earth was quaking
my mind was aching, and we were making it.


And you shook me all night long.
And you shook me all night long.

Working double time on the seduction line,
she was one of a kind, she's just mine, all mine.
She wanted no applause, just another course,
made a meal out of me and came back for more.
Had to cool me down to take a?..nother round,
now I'm back in the ring to take a?.nother swing.
'Cause the walls were shaking, the earth was quaking,
my mind was aching, and we were making it.

And you shook me all night long.
And you shook me all night long.
And you shook me all night long.
And you shook me all night long.

And you shook me all night long.
And you shook me all night long??


You shook me all night long
AC/DC